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9 de setembro de 2011

E quem disse que era fácil? Ninguém.

Eu não sou a única pessoa neste Mundo a quem a vida troca as voltas, pois não? Acho que não.

Quando somos pequeninos, ninguém tem a capacidade de nos informar como vai ser a vida no futuro. Ninguém se preocupa em nos ensinar como combater os problemas, como ultrapassar barreiras e como arriscar nas devidas alturas. Os pais, só se interessam com o nosso bem-estar e se para eles ver crescer os dentes é bonito, ver-nos a dizer a primeira palavra é fascinante e ver que começámos a conseguir tomar banho sózinhos os deixa completamente babados, então a vida é uma maravilha. Só que nós não ficamos crianças inocentes e risonhas para sempre; nós crescemos e tentamos perceber qual é o sentido da vida. Cometemos erros para mais tarde tirarmos proveito deles e desafiamos os nossos limites, para ter alguma adrenalina. Começamos a ver que a vida tem três longas fases e a ideia de passar por elas, deixa-nos completamente doidos. O nosso passado é o que faz de nós o que somos e não vale a pena negar. É ele que nos ensina a maior parte das coisas, é ele que nos faz ter memórias. Depois temos o presente, que é a continuação do passado mas com mais optimismo e com mais esperança. É a nossa rotina, o nosso quotidiano. E logo de seguida, vem o tão esperado futuro. Onde nós podemos realizar os sonhos e onde nos tornamos livres, para pensar e para sentir. É aí que somos tudo o que queríamos ser e não nos deixaram, é nessa altura que nós estamos felizes por sermos adultos e por termos alcançado a nossa independência. Mas mais uma vez, o destino põe-se á nossa frente e baralha todas as ideias que nós podíamos ter criado. A vida trata de fazer o seu papel e nós só temos de a acompanhar, porque no fundo baseia-se tudo numa peça de teatro; onde existem as personagens principais e as secundárias, onde temos um guião para não nos esquecermos de nada mas no fim esquecemos-nos de tudo e somos obrigados a improvisar. É assim que funciona no Mundo real. Nem sempre tudo é perfeito, nem sempre as coisas correm como nós queremos e temos de dar a volta por cima da melhor forma possivél, custe o que custar. Porque viver também é bom, faz-nos ver tudo com outros olhos, e temos de aprender que por mais desilusões que possamos ter e por mais erros que possam cometer connosco, nem tudo é mau. Afinal de contas depois de uma tempestade, virá sempre a bonança. As lágrimas que deitamos aliviam mas não nos levam a lado nenhum, por isso temos um dia mau e a seguir um bom. Nunca devemos desistir, a força está dentro de cada um de nós e há que saber usá-la. Quando o nosso paraíso desaba em cima de nós, não temos tempo para fazer-nos de vitímas. Vamos erguer a cabeça e continuar a nossa viagem até ao fim. Eu aprendi sózinha que a vida é muito mais complicada do que julgamos e também aprendi sózinha que perder o sentido das coisas não é errado, é comum e faz-nos sentir que vale a pena cá andar. Uma estratégia para aguentar tudo? Pés bem assentes no chão e olhos bem abertos para tudo á nossa volta. A felicidade somos nós que a fazemos, mais ninguém a faz por nós.