Mãe.
Nunca te fiz um texto, nunca fui capaz de escrever para ti nem sequer no "Dia da Mãe" porque não faz parte de mim, não ligo nenhuma a este tipo de coisas e como o meu feitío não é dos mais fáceis, decidi sempre que era melhor dar-te um beijinho e ficar por aí. Hoje é diferente e hoje preciso de escrever sobre ti. No dicionário cada palavra tem um significado, mas entre nós as palavras não têm metade do valor que um simples gesto tem e orgulho-me disso; é provavelmente dos poucos orgulhos que tenho na vida, o facto de nunca deixarmos nada por dizer uma á outra, sejam coisas boas ou más tudo fica bem claro. Desde cedo que me habituaste a sentir na pele o que é fazer sacrificíos, como é ter de viver com angústia e como é contentar-me com pouco. Nunca me soubeste dar o carinho e o amor que por regra todas as mães dão aos filhos, mas sempre entendi o teu lado e sempre me adaptei a essa tua maneira de ser; fria e distante. Já sofreste muito na vida, passaste por momentos que eu jamais imaginaria que ías passar, fizeste esforços dos quais nunca te arrependeste e hoje em dia és uma mulher cheia de virtudes e com uma força inacreditável. Encaras as tristezas como desafios e dás a volta por cima, sem sequer pensar no medo. Choras muito pouco, mas quando o fazes é porque precisas mesmo e eu respeito-te e apoio-te, porque é essa a minha função. Ao longo da nossa vida, devo dizer-te que tiveste muitas falhas no teu papel de mãe, és muito ausente mas presente ao mesmo tempo, dás mais importância ás minhas derrotas do que ás minha vitórias e isso magoa-me imenso. No entanto aprendo a ultrapassar, aprendo a lidar com a tua maneira diferente de ver a vida e faço sempre de tudo para te ver bem. Mesmo que para tu estares bem eu tenha de engolir sapos, eu tenha de chorar ou desistir de algo... eu faço-o, tu sabes que o faço. Por muito que me possa custar, por ti eu dou a vida sem olhar para trás, porque tu és a minha grande metade, és (muitas das vezes) o meu refúgio, és quem me dá o melhor colo e não me esqueço disso. Há fases na vida em que só me apetece desaparecer e fingir que não te oiço, só me sinto bem sózinha no meu mundo, fechada no meu pensamento e tu ao estares por perto e tentares ajudar, só complicas. Mas no fundo, ambas sabemos que eu preciso de te ter do meu lado e que por muitas lágrimas que possamos causar uma á outra, ninguém nos tira a ligação forte que construímos. Acredita que te dou muito valor, nem sempre o demosntro mas dou. És-me tudo,em ti confio a 100% e consegues-me dar uma calma que pouca gente dá. Mais uma vez fica sempre muito por dizer, mas a necessidade de escrever para ti era tanta que não consegui controlar nada; nem os minutos, nem o pôr-do-sol, nem a força com que carregava nas teclas. Agradeço-te pela maravilhosa mãe que és, há tua complicada maneira. Tens um olhar profundo, tens um coração enorme, tens uma humildade indescritivél e isso são tudo motivos para eu sorrir. Nunca te esqueças que ninguém pode ser perfeito, não me podes exigir a perfeição quando sabes que me é impossivél tê-la, não podes proteger-me eternamente e muito menos obrigar-me a desculpar quem não merece. De qualquer das formas, sabes que apesar de tudo o que já passámos eu vou sempre defender-te e nunca te vou deixar sózinha, porque sou incapaz de o fazer. Estou agarrada a ti por natureza, quero-te sempre feliz e com certezas de que a tua vida é para aproveitar com garra e determinação, tal como há cinco anos atrás. Não és a maior mãe do mundo, mas podes ser a melhor e sabes disso. O meu mais sincero amo-te, por tudo e por nada ou talvez porque sim.
Nunca te fiz um texto, nunca fui capaz de escrever para ti nem sequer no "Dia da Mãe" porque não faz parte de mim, não ligo nenhuma a este tipo de coisas e como o meu feitío não é dos mais fáceis, decidi sempre que era melhor dar-te um beijinho e ficar por aí. Hoje é diferente e hoje preciso de escrever sobre ti. No dicionário cada palavra tem um significado, mas entre nós as palavras não têm metade do valor que um simples gesto tem e orgulho-me disso; é provavelmente dos poucos orgulhos que tenho na vida, o facto de nunca deixarmos nada por dizer uma á outra, sejam coisas boas ou más tudo fica bem claro. Desde cedo que me habituaste a sentir na pele o que é fazer sacrificíos, como é ter de viver com angústia e como é contentar-me com pouco. Nunca me soubeste dar o carinho e o amor que por regra todas as mães dão aos filhos, mas sempre entendi o teu lado e sempre me adaptei a essa tua maneira de ser; fria e distante. Já sofreste muito na vida, passaste por momentos que eu jamais imaginaria que ías passar, fizeste esforços dos quais nunca te arrependeste e hoje em dia és uma mulher cheia de virtudes e com uma força inacreditável. Encaras as tristezas como desafios e dás a volta por cima, sem sequer pensar no medo. Choras muito pouco, mas quando o fazes é porque precisas mesmo e eu respeito-te e apoio-te, porque é essa a minha função. Ao longo da nossa vida, devo dizer-te que tiveste muitas falhas no teu papel de mãe, és muito ausente mas presente ao mesmo tempo, dás mais importância ás minhas derrotas do que ás minha vitórias e isso magoa-me imenso. No entanto aprendo a ultrapassar, aprendo a lidar com a tua maneira diferente de ver a vida e faço sempre de tudo para te ver bem. Mesmo que para tu estares bem eu tenha de engolir sapos, eu tenha de chorar ou desistir de algo... eu faço-o, tu sabes que o faço. Por muito que me possa custar, por ti eu dou a vida sem olhar para trás, porque tu és a minha grande metade, és (muitas das vezes) o meu refúgio, és quem me dá o melhor colo e não me esqueço disso. Há fases na vida em que só me apetece desaparecer e fingir que não te oiço, só me sinto bem sózinha no meu mundo, fechada no meu pensamento e tu ao estares por perto e tentares ajudar, só complicas. Mas no fundo, ambas sabemos que eu preciso de te ter do meu lado e que por muitas lágrimas que possamos causar uma á outra, ninguém nos tira a ligação forte que construímos. Acredita que te dou muito valor, nem sempre o demosntro mas dou. És-me tudo,em ti confio a 100% e consegues-me dar uma calma que pouca gente dá. Mais uma vez fica sempre muito por dizer, mas a necessidade de escrever para ti era tanta que não consegui controlar nada; nem os minutos, nem o pôr-do-sol, nem a força com que carregava nas teclas. Agradeço-te pela maravilhosa mãe que és, há tua complicada maneira. Tens um olhar profundo, tens um coração enorme, tens uma humildade indescritivél e isso são tudo motivos para eu sorrir. Nunca te esqueças que ninguém pode ser perfeito, não me podes exigir a perfeição quando sabes que me é impossivél tê-la, não podes proteger-me eternamente e muito menos obrigar-me a desculpar quem não merece. De qualquer das formas, sabes que apesar de tudo o que já passámos eu vou sempre defender-te e nunca te vou deixar sózinha, porque sou incapaz de o fazer. Estou agarrada a ti por natureza, quero-te sempre feliz e com certezas de que a tua vida é para aproveitar com garra e determinação, tal como há cinco anos atrás. Não és a maior mãe do mundo, mas podes ser a melhor e sabes disso. O meu mais sincero amo-te, por tudo e por nada ou talvez porque sim.