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9 de maio de 2011

Passado.


Não importa saber o verdadeiro significado de cada letra desta sigla, porque quem o precisa de saber já sabe. Éramos quatro membros, quatro com ideias diferentes e iguais ao mesmo tempo, quatro com sonhos e medos, quatro com orgulhos e vitórias, quatro com amor para dar sem exigir nada em troca. Cada um de nós tem a sua história de vida e isso nunca foi impedimento para nada, pelo contrário; fortaleceu tudo, ajudou na construção de toda esta relação, aproximou-nos imenso. Eu lembro-me todos os dias daquele verão, daqueles meses quentes em que estávamos juntos todos os dias e por vezes horas seguidas. Lembro-me também, das pequenas partilhas que tínhamos, dos segredos, das gargalhadas, das aventuras... eu lembro-me de tudo, porque foram momentos importantes e que de certa forma nos fizeram crescer a todos. Tantas fases que foram superadas,tantos desabafos que existiam. Havia alturas em que uns simples olhares diziam tudo, mas mesmo tudo. Tínhamos mentalidades diferentes, tínhamos ideiais diferentes que por vezes nos faziam chocar. Talvez porque uns tinham os pés assentes na terra e preferiam viver o presente do que pensar no futuro e outros desejavam o impossivél e queriam obter a perfeição. Nunca me explicaram o sentido de fazer tantos planos. Para quê? Para causar sofrimento e ansiedade? Para as inseguranças aparecerem? Dispensei isso desde o primeiro momento, até hoje. Ninguém disse que era fácil lidar com personalidades diferentes, ninguém disse que íamos ser felizes para sempre, ninguém deu provas de que realmente as promessas valem a pena. Muita coisa foi dita, muitas lágrimas foram derramadas e no fim de tudo, não me arrependo de nada do que se viveu nem de nada do que se fez viver. As experiências em conjunto tiveram o seu sentido e isso não se muda. Há maneira de cada um, nós ainda damos valor a estas amizades e ainda olhamos uns pelos outros, nem que seja de longe. Eu preciso sempre de acreditar que mesmo os maus momentos fazem-nos bem; Preciso sempre de manter a esperança, porque senão fosse assim a maioria das coisas eu não aguentava. Tenho orgulho no que fomos e no que ainda tentamos ser. Aprendi que não vale a pena ter medo do futuro, porque somos nós que traçamos o nosso destino, somos nós que temos o poder de avançar ou recuar. Acredito, acima de tudo que houve imensa gente a presenciar esta amizade e que como tal, seguiu-nos os passos, por mais inconsequentes que possam ter sido eles foram dados. Hoje em dia, a instablidade entre nós está sempre presente. Seguimos rumos diferentes, escolhemos novas pessoas para o presente, apagámos certas memórias do passado, mas não pensamos no que pode vir a acontecer no futuro. E talvez seja melhor assim... talvez nos faça bem, andarmos perto mas longe, olhar e desviar, garantir e não prometer, sorrir e fazer sorrir. Não me perguntem os motivos que me levaram a escrever este texto, porque o único e verdadeiro motivo são as saudades que teimam em aparecer. Agradecimentos, todos fazemos e desculpas todos pedimos. Desisti de usar desculpas como consolo, ou bons pressentimentos como amuleto. Já não importa planear, só relembrar. Aconteça o que acontecer, eu vou estar sempre pronta porque acreditem ou não, para mim estes oito meses foram uma aprendizagem. O lema será sempre este: O que tiver que ser, será. A única garantia que vou sempre dar-vos é que para mim, nada tem um fim e nada tem que recomeçar. Para sempre? Talvez.